Baú de séries: Full House (Três é demais)

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“You’re in a big trouble, mister!”

Quem aqui nunca assistiu a um episódio dessa inesquecível série? Confesso que foi difícil bolar um texto sobre uma série tão antiga (ao menos para mim). Eu era muito pequeno quando a assistia no Sbt. Tive que rever alguns episódios e, para a minha surpresa, lembrei de todos eles. A gente pode até não se lembrar de muitas coisas do nosso passado, mas basta alguém começar a contar um pedaço dele que logo a gente se recorda de tudo.

Três é Demais (Full House), estreou nos EUA em 1987, e foi até 1995, com 8 temporadas e 192 episódios na ABC. Produzida por Jeff Franklin Productions e Warner Bros Television, ela foi exibida no programa TV Colosso da Globo, e no SBT. Já na TV fechada, foi transmitida pelo Warner Channel.

Pelo menos do enredo a grande maioria deve se recordar: Danny Tanner (Bob Saget) perdeu a mulher Pam em um acidente de carro. Ele tinha três filhas: D.J. (Candance Cameron Bure), Stephanie (Jodie Sweetin) e Michelle (Mary-Kate e Ashley Olsen). Como ele não achava que conseguiria cuidar das três sozinho, pede ajuda ao seu melhor amigo, o comediante Joey Gladstone (Dave Coulier), e ao cunhado, o roqueiro Jesse Katsopolis (John Stamos). Outras duas personagens regulares da série eram Kimmy Glibber (Andrea Barber), melhor amiga de D.J., e Becky Donaldson (Lori Loughlin).

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Colhendo informações pela internet, eu descobri que a ideia original da série era ter uma casa de comediantes, e o título seria “House of Comics”. Mas a produtora queria algo mais familiar, parecido com o público da ABC. E ficou então três solteiros cuidando de três garotas. Na época da gravação, o Estado da Califórnia permitia poucas horas de gravação para crianças pequenas, e como eram muitas horas, foi decidido que gêmeas teriam que ser contratadas para viver a personagem Michelle.

A história evoluiu muito ao longo das temporadas (assim como os penteados e roupas do elenco), e você percebe isso claramente quando há crianças entre os protagonistas de uma série. Um dos motivos que mais fizeram a série ter fãs pelo mundo foi justamente Michelle. Se no começo ela era um bebê, que só apontava para as coisas, ria e chorava, ela foi crescendo e ganhando mais versatilidade. A frase que abre esse texto é marca registrada dessa garotinha de enormes olhos claros, que hipnotizava qualquer um que a visse na TV. Quem aqui não se lembra de quanto sucesso essas gemêas fizeram? Se elas estavam num filme, era garantia de sucesso.

Já D.J. era muito inteligente, e dividia o quarto com Stephanie, que sempre se metia em sua vida. Mas no quinto ano ela ganha seu próprio quarto, e é vez das mais novas divirem o mesmo cômodo . Ela namorou três caras: Steve Hale, Nelson e Viper, que tocava na banda de seu tio.

Stephanie era o centro das atenções até Michelle nascer. Lia o diário de D.J., pegava suas roupas sem pedir e adorava dançar. Sua melhor amiga era Gia. Michelle se metia na vida dela, e não gostava de Gia, assim como Steph não gostava de Kimmy.

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Quanto aos adultos, Danny apresentava o programa “Wake Up, San Francisco!” ao lado de Becky, futura esposa de Jesse. O personagem fazia o papel “sério” da série, mas como um bom comediante, tinha seus momentos engraçados. Vários episódios terminavam com uma bela lição de vida entre ele e uma de suas filhas. D.J. sofria muito com a perda da mãe no começo da série, assim como Danny, mas ambos se uniam para vencer essa carência.

Joey era comediante, tanto pessoal como profissionalmente, e fazia as mais diversas vozes possíveis, muitas delas de desenhos famosos da época. Já Jesse amava três coisas: o rock, o seu cabelo e a sua decendência grega. Num dos seasons finales, quando ele consegue um acordo para uma turnê internacional, Becky descobre que estava grávida.

Ao final da oitava e última temporada, eles continuam morando na casa de Danny, onde criam uma espécie de loft no sótão, para eles e seus gêmeos Alexander e Nicholas. E o porão da casa é transformado em estúdio de gravação. Quem não se lembra da luz vermelha na parede da cozinha, que indicava uma gravação, quando estava acesa?

A série foi muito rica em criar histórias inusitadas, trazer diversas participações especiais, e gravar em diversos cenários. Para os saudosistas de Três é Demais, quem não se lembra do amigo imaginário de Michelle? Do Duane, namorado estranho da estranha Kimmy, que só falava “Whatever”? De quando Michelle se perde na Disney? Do programa infantil do Joey, e seu castor ventríloquo? Dos mullets de Jesse? São tantos detalhes…

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A série não teve um final porque a ABC a cancelou repentinamente, devido ao seu alto custo de produção. A Warner Bros até tentou continuar, mas aí os atores já estavam com outros projetos no gatilho. O último episódio marca a quarta aparição das gêmeas numa mesma cena. É aquele com a formatura de D.J., e que a Michelle bate a cabeça quando cai do cavalo, e se esquece de quem são todas aquelas pessoas que insistem em abraçá-la tantas vezes. O elenco (com exceção das gêmeas) se reuniu esse ano para comemorar os 25 anos de estréia. Como toda boa série, ela também sempre esteve ligada a rumores de uma volta, de um especial, ou de um filme.

Três é Demais marcou uma geração, com seu humor bonito e familiar. Revê-la foi, para mim, como se eu tivesse voltado à minha infância, bem lá no começo. A série é datada sim, mostrando que foi gravada há um tempão. Mas suas lições de vida continuam intactas, e serviriam de aprendizado para a garotada de hoje em dia.

Post escrito por: Diego Alves em http://www.seriemaniacos.com.br

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